Grandes Paixões

 

                                                                       

      Páris e Helena

        Quem era Páris?

Páris era filho de Príamo e de Hécuba, reis de Tróia, também chamado Alexandre, e foi uma figura central na saga troiana. Ele foi o principal responsável pela ruína da sua cidade, que se pode dizer ter começado com o celebre julgamento do monte. O príncipe troiano desempenhara as funções delicadas de juiz. Tratava de decidir qual era a mais belas das três deusas Juno, Atena e Afrodite.  

Certo dia,  reunidos os deuses no Olimpo, alguém lança para a mesa onde se encontravam as deusas Juno, Atena e Afrodite uma maçã com a inscrição: «Para a mais bela». Como as três se achavam belas, as três reclamavam a maçã. Resolveram envolver Zeus na resolução desta discórdia!

       Zeus  não queria conflitos com nenhuma deusa, queria relacionar-se bem com todas elas! Decidiu dar a Páris, o homem mais belo da Grécia, a resolução de tal discórdia tipicamente feminina.

        De imediato as deusas descem à terra e cada uma faz a sua melhor oferta para que Páris a escolha como a mais bela. Páris escolheu Afrodite, deusa do amor. Então Afrodite é eleita a deusa mais bela. Em agradecimento, prometeu-lhe a mulher mais bela da Grécia, a bela Helena.

        As deusas vencidas nunca mais esqueceram a ofensa, e planearam, em comum, a perdição dos Troianos. Esta veio a consumar-se mediante o rapto de Helena por Páris (há quem considere que Helena foi por vontade própria).

       Helena tinha-se casado com Menelau, um rei muito rico, mas Páris não tinha esquecido a promessa de Afrodite.

Certo dia, Páris, príncipe de Tróia, vai a Esparta, à cidade onde mora Helena e Menelau. Foi bem recebido pelo rei, mas o monarca teve de viajar para Creta por razões pessoais, e deixou o hóspede aos cuidados da esposa.

       Durante a ausência de Menelau, protegido por Afrodite, Páris seduziu Helena e raptou-a. Segundo outras versões, ela acompanhou-o de livre e espontânea vontade, impressionada pela beleza e pela riqueza do troiano.

Ao descobrir a traição, Menelau fica muito furioso e, com o apoio dos outros reis gregos, sob a chefia do seu irmão, rei Agamémon, declara guerra contra Tróia. Gregos e os troianos enfrentam-se durante dez anos e os combates parecem não ter fim. Ulisses entretanto elabora um plano para derrotar Tróia. Assim, os gregos fingem ter ido embora. Ao olhar sobre as muralhas, os troianos acreditam que os gregos partiram. Porém na principal porta de Tróia, há um enorme cavalo de madeira. Muitos troianos pensam que o cavalo é um presente dos deuses. Depois de várias discussões, decidem empurrá-lo  para dentro da cidade e festejar. Durante a noite, enquanto os troiano festejavam a falsa vitória com loucuras de festa e vinho, alguns Gregos, com orientações de Ulisses, saem do cavalo e abrem as portas de Tróia ao escondido exército grego.

        O resultado é que a cidade de Tróia, ao fim de dez longos anos de luta, foi incendiada e destruída.

Na guerra Troiana, Páris foi um elemento de grande relevo: a ele se ficou a dever a morte de Aquiles, o mais famoso dos guerreiros gregos.

aqui o vídeo

        Quem era Helena?

Helena, segundo uma versão, era  mais conhecida por filha de Zeus e Leda. E, numerosos factos da história da religião grega permitem considerá-la como uma primitiva divindade da vegetação. No seu tratamento pelos poetas, como figura humana, desempenhou o papel importante nos acontecimentos que levaram à guerra de Tróia.

Na queda de Tróia, dizem que Helena se reconcilia finalmente com Menelau, com quem viverá em paz em Esparta. Entre os variados mitos a que o seu nome anda associado, distingue-se aquele que foi tratado amplamente por Eurípides na sua obra "O rapto de Helena".  

Clica num dos títulos!

 

 

Índice