Expressões idiomáticas

 

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Uma expressão idiomática ou expressão popular é uma expressão que se caracteriza por não ser possível identificar o seu significado através das suas palavras individuais ou do seu sentido literal. Desta forma, também não é possível traduzi-la para outra língua de modo literal.
Essas expressões geralmente têm origem na gíria, na cultura e peculiaridades de diversos grupos de pessoas: seja pela região, profissão ou outro tipo de afinidade.

Sangria desatada

 

Significado: Diz-se de qualquer coisa que requer uma solução ou realização imediata.

Origem: Esta expressão, julga-se, teve origem nas guerras, onde se verificava a necessidade de cautelas acrescidas a ter com os soldados sangrados. É que, se por qualquer motivo, se desprendesse a atadura posta sobre as feridas, a morte sobreviria inevitavelmente se não lhe acudissem a tempo, visto dar-se uma perda de sangue fatal.

 

Encontrei aqui: Resenhando o seu Site Cultural.

Imagem daqui.

Estar na berlinda

 

Significado: Estar em evidência, em foco.


Origem: Estar expressão relaciona-se com os jogos de prendas, em que, da roda, sai uma pessoa que vai para a berlinda, onde se sujeita aos comentários dos outros jogadores. Depois, de acordo com as variantes, ou adivinha a autoria dos comentários ou escolhe um deles, sempre sem saber quem os fez. O responsável pela observação eleita será o próximo a ir para a berlinda. Foi por isso que a expressão passou a ser usada em relação às pessoas que estão em evidência ou despertam a curiosidade dos outros, ficando sujeitas a todo o tipo de ditos e mexericos.

(Ver outra versão do jogo.)

Atestada desde finais do século XIX, esta palavra parece ter vindo do italiano "berlina" - zombaria. Mas berlinda é também a designação de uma carruagem usada outrora, cujo nome provém do francês "bérline", que, por sua vez, tem origem no nome da capital alemã, Berlim. É que foi esta a cidade que viu nascer, no século XVIII, o primeiro exemplar dessa carruagem, concebida por Filipe Chiese. Tinha quatro rodas, quatro assentos e era suspensa inicialmente por tiras de couro, que, mais tarde, foram substituídas por molas. O -d- que passou a integrar berlinda pode justificar-se por influência do adjectivo linda, devido à elegância do coche.

 

Encontrei aqui: Alice Póvoa, Ana Costa, Ana Ferreira; As Faces Secretas das Palavras.

Imagem daqui: Chora-Que-Logo-Bebes.

Colocar panos quentes

 

Significado: Favorecer ou acobertar coisa errada feita por outro; complacência; frouxidão nas atitudes ou sanções.

 

Origem: Em termos terapêuticos, colocar panos quentes é uma receita, embora paliativa, prescrita pela medicina popular desde tempos remotos. Recomenda-se sobretudo nos estados febris, pois a temperatura muito elevada pode levar a convulsões e a problemas daí decorrentes.
Nesses casos, compressas de panos encharcados com água quente são um santo remédio. A sudorese resultante tem efeito benéfico, faz baixar a febre. Em urgentes trabalhos de parto a aplicação de panos quentes também é bastante comum.
Seja como for, para apaziguar conflitos ou melhorar desconfortos físicos, o uso de panos quentes é sempre aconselhável.

 

Encontrei em: Mário Cotrim, O Berço da Palavra.

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Pela porta do cavalo

 

Significado: Entrar pela porta do cavalo - por cunha ou de forma pouco canónica.
Sair pela porta do cavalo - sair despercebidamente.


Origem: Nos palácios ou nos palacetes, é comum existirem várias portas. Por isso, podem existir portas que dão acesso às cavalariças. Por outro lado, nas praças das corridas de touros, há portas destinadas ao público, aos toureiros, aos touros e aos cavalos. Nos palácios, normalmente, as visitas entram e saem pela porta principal. Para os toureiros, a maior honra é sair sobre os ombros dos moços da arena pela porta grande e, simultaneamente, aplaudidos pelos aficionados. «Sair pela porta do cavalo» significa, por contraste, passar por uma porta de categoria inferior, ou seja, despercebidamente.

 

Encontrei no Ciberdúvidas.

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Cor de burro quando foge


Significado: Definição imprecisa da cor que se pretende.

Origem: Por acaso o burro muda de cor quando foge? Na verdade, a tradição oral foi modificando a frase, que inicialmente era “corra do burro quando ele foge”. O burro enraivecido é mesmo perigoso!

 

Encontrei aqui.

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Como sardinha em lata

 

Significado: Pessoas apertados umas contra as outras num espaço reduzido.

 


Origem: A palavra sardinha vem do latim sardina. Designa o peixe abundante na Sardenha, conhecida região da Itália. É um alimento apreciado e nutritivo, de sabor bem peculiar. As sardinhas, quando enlatadas em óleo ou em outro molho, vêm coladas umas às outras. Por analogia, usa-se a expressão popular sardinha em lata para designar a sobrelotação de veículos de transporte público.

 

Encontrei aqui.


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Cara ou coroa

 

Significado: É muito utilizado como método de escolha, para saber, por exemplo, quem começa determinado jogo. As duas partes em disputa escolhem uma das faces da moeda, antes do seu lançamento. Esta é lançada ao ar, a sua queda amparada com as mãos. Vence a parte que escolheu a face da moeda que estiver virada para cima.

Origem:
Em 1727, foram cunhadas as primeiras moedas no Brasil com a figura do rei numa das faces e as armas da Coroa Portuguesa na outra. Essas moedas deram origem à expressão popular "cara ou coroa" e ficaram conhecidas como série dos escudos.

 

Encontrei aqui , aqui e aqui.

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Agora é que a porca torce o rabo

 

Significado: Agora é que começam as dificuldades.

Origem: Desconhece-se a origem dessa expressão, mas sabe-se que a palavra porca é do gosto popular para significar algo desagradável ou não muito desejado, aparecendo sempre com uma carga semântica negativa, como se pode verificar noutra expressão popular, porca de vida (simbolizando «vida difícil, atribulada»).
Talvez porque a porca (e o porco, também) viva, habitualmente, num chiqueiro, tenha muitos filhos de cada ninhada (o que pressupõe sofrimento, preocupações…) e pareça andar sempre à procura de qualquer coisa para comer, chafurdando na lama…
De qualquer modo, depreende-se o sentido de «dificuldades» a partir do verbo torcer, que implica «dobrar, entortar», algo que obriga a que se altere uma determinada forma, a que se force a posição natural, sujeitando o corpo a outra.

Encontrei no Ciberdúvidas.

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Pôr os pontos nos ii

 

Significado: Esclarecer determinada situação; realizar uma tarefa com o máximo rigor e minúcia; falar ou expor sem subterfúgios.


Origem:
A origem desta expressão remonta à época em que se começou a acentuar o i gótico para evitar que, quando dois ii aparecessem seguidos, se confundissem com um u. Os ii começaram por ser assinalados através de acentos da esquerda para a direita, que, no século XVI, foram substituídos por pontos. Consequentemente, surgiu a expressão pôr os pontos nos ii.

 

Encontrei aqui: "As Faces Secretas das Palavras", de Alice Póvoa, Ana Costa, Ana Ferreira - Edições Asa.


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Fazer uma tempestade num copo de água

 

Significado: Ter uma preocupação/reacção exagerada.

Origem: Quer «tempestade» quer «copo de água» são tomados metaforicamente. A tempestade corresponde a uma perturbação atmosférica que ocorre nas regiões marítimas e costeiras com chuvas, trovoadas, ciclones etc. — remete para realidades de grandes dimensões que podem pôr a vida humana em perigo. O copo de água apenas pode conter uma pequena quantidade de água ou de outro líquido — alude às coisas triviais.
«Fazer uma tempestade num copo de água» é um dito popular muito gracioso porque contém uma figura de pensamento denominada antítese, que aproxima ideias contrárias para as realçar. Nesta frase, figurativamente, um grande e intenso fenómeno meteorológico ocorre num pequeno recipiente de água, apresentando, portanto, um contraste muito evidente. Como se trata de uma impossibilidade física, mostra-se que há reacções ou preocupações que são desproporcionadas em relação à pouca relevância dos seus motivos.

 

Encontrei no Ciberdúvidas.

Imagem daqui.

Fenómeno do Entroncamento

 

Significado: Coisa rara ou extraordinária.

 

Origem: O Entroncamento é vulgarmente conhecido em Portugal como sendo “a terra dos fenómenos”. De acordo com relatos populares, passam-se nesta localidade, desde a sua fundação, eventos curiosos, extraordinários ou mesmo fantásticos, que recebem ainda hoje alguma cobertura dos media.

Uma origem plausível para esta denominação remonta à década de 50, altura em que um comerciante local colocou na montra do seu estabelecimento uma abóbora gigante, ou 'fenomenal', de modo a atrair a atenção dos transeuntes. A abóbora, adquirida por um agricultor da vizinha vila da Golegã, teria cerca de 50 kg. Durante os anos seguintes foram sendo expostos na dita montra outros legumes e frutos ditos 'fenomenais', fosse pelo tamanho ou pelas suas formas sugestivas, frequentemente antropomórficas, vindo a história a propagar-se e adquirir as dimensões actuais.

Na realidade, os acontecimentos tidos como fenomenais, confirmados ou não, têm sido registados por todo o mundo.

Encontrei na Wikipédia.

Imagem daqui: globo.com.



 

Presente de grego

 

Significado: Dádiva ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimentos a quem a recebe.

Origem: De acordo com a lenda associada à conquista de Tróia pela Grécia, na chamada Guerra de Tróia, um grande cavalo de madeira foi deixado junto às muralhas da cidade. O seu interior era oco e nele se esconderam alguns soldados gregos. Os troianos acreditaram que o cavalo seria um presente em sinal de rendição do exército inimigo e abriram os portões da cidade, levando-o para dentro das muralhas.

Durante a noite, os guerreiros gregos deixaram o artefacto e abriram os portões da cidade. O exército grego pôde assim entrar sem esforço em Tróia, conquistar a cidade, destruí-la e incendiá-la.

O cavalo de Tróia teria sido uma invenção de Ulisses (o guerreiro mais sagaz da Ilíada e personagem da Odisseia) e construído por Epeu e foi o primeiro presente de grego.

Encontrei na Wiquipédia.

Imagem daqui.

 


 

 

Meter o bedelho

 

Significado: Meter o nariz onde não é chamado, em assunto de outros.

Origem: A sua origem é discutível. Sabe-se que bedelho vem do latim trabeculum, tramela, ferrolho, pequena tranca, chata, assente horizontalmente entre os batentes de uma porta, que permite abri-la ou fechá-la, bastando para tal levantar ou baixar o bedelho.
Noutro sentido, bedelho é também trunfo pequeno num jogo de cartas, como o póquer, insuficiente para ganhar, mas de que o jogador pode servir-se ao fazer bluff, a jogada mais cínica numa partida desse jogo.
De qualquer forma, a expressão continua sendo parente próxima da inconveniência, da indiscrição,...

 

Encontrei aqui.

Imagem daqui: allfreephoto.

 


 

 

Passar as passas do Algarve

 

Significado: Atravessar um mau momento, uma situação má.

Origem: Na ausência de uma explicação histórica para a expressão, é plausível que ela se tenha formado do seguinte modo:

a) o Algarve é uma região portuguesa conhecida pela qualidade dos seus frutos secos, pelo que passa por excelência é a do Algarve;

b) uma passa de uva foi exposta ao calor e à intempérie, pelo que se adequa a ser usada metaforicamente em lugar das palavras sofrimento ou vicissitude;

c) há, aparentemente, uma repetição sonora e até certa redundância em «passar as passas», o que se traduz no reforço ou na enfatização do verbo passar, como sinónimo de sofrer, aguentar, «atravessar com dificuldade» (daí passamento, no sentido de «morte»).

Deste modo, a expressão sugere a ideia de uma enorme provação, da passagem de um mau momento, que é comparado ao próprio processo de produção de uma uva passa.

Encontrei no Ciberdúvidas.

Imagem da Wikipédia.

 


 

 

Agradar a gregos e troianos

Significado: Agradar a todos, mesmo a pessoas com características muito diferentes; agradar a dois partidos opostos.

Origem:
Páris, príncipe troiano, raptou Helena, rainha grega esposa de Menelau. Gregos e troianos envolveram-se em violenta guerra. O conflito durou dez anos e terminou com a destruição de Tróia. A vitória dos gregos foi possível graças a Ulisses (ou Odisseu) que teve a ideia de construir o célebre cavalo de Tróia. Por esta história se conclui que agradar a gregos e troianos é uma tarefa difícil, mesmo impossível.

 

Encontrei na Wikipédia.

Na imagem, Helena e Páris, Wikipédia.

 


 

 

Resvés Campo de Ourique

Significado: Por um triz; à justa.

Origem: Marina Tavares Dias, no seu livro Lisboa Misteriosa (1ª ed., Lisboa: Quimera, 2004), dedica o capítulo "O mistério das palavras" ao esclarecimento de expressões correntes que, de algum modo, a historiadora associa à cidade de Lisboa. Aí se explica que a expressão resvés Campo de Ourique remonta ao traçado urbano da Lisboa oitocentista: a circunvalação que traçava os limites da cidade passava dentro do próprio bairro de Campo de Ourique, na rua Maria Pia, pelo que o bairro era considerado à justa parte de Lisboa (a zona do Casal Ventoso já era exterior às portas da cidade). Os limites da cidade são actualmente mais abrangentes mas a expressão cristalizou-se e permanece na linguagem corrente.

 

Encontrei aqui: Priberam.

Imagem daqui.

 


Outra explicação:

No terramoto de 1755 que atingiu Lisboa, os 35 arcos do Aqueduto das Águas Livres sobreviveram sem rachadura. Diz quem sabe, que ficam situados na junção de duas placas do Cretácio Superior, muito perto de uma falha sísmica, a de Campo de Ourique. Por isso se diz que quando alguma coisa escapou por milagre "foi résvés, Campo de Ourique".

Encontrei aqui.

 


 

 

 

Estar com a corda ao pescoço

Significado: Estar ameaçado; sob pressão ou com problemas financeiros.

Origem: O enforcamento foi, e ainda é em alguns países, um meio de aplicação da pena de morte. A metáfora nasceu de amnistias ou comutações de pena chegadas à última hora, quando o condenado já estava prestes a ser executado e o algoz já lhe tinha posto a corda no pescoço – situação que é, de facto, “um sufoco”.

 

Encontrei aqui: Revista do Brasil.

Imagem daqui.

 


 

 

Andar na linha


Significado:
Agir com correcção, com aprumo.


Origem: De origem controversa, a expressão pode ter nascido do transporte ferroviário, mas é provável que, antes, tenha sido proferida nos quartéis, onde o jovem recruta aprendia a andar na linha, quer no sentido literal, acompanhando o pelotão, quer no sentido conotativo, obedecendo aos seus superiores militares, sem se desviar.

 

Encontrei aqui: Revista do Brasil.

Imagem daqui: Menina Idalina.

 


 

 

Paciência de Jó

Significado: Designação atribuída às pessoas que suportam os desafios e as lutas impostas pela vida com resignação.

Origem:
O livro de Jó traz uma das histórias mais conhecidas das Sagradas Escrituras. O protagonista – homem de carácter irrepreensível – até então tinha sido recompensado por Deus com uma vida de imensas riquezas materiais e espirituais. Conhecido como a pessoa mais rica do Oriente, Jó possuía uma família grande, saudável e feliz. Além disso, era proprietário de “sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas e servos em grande quantidade”.
Justo e temente a Deus, Jó fazia da sua vida um exemplo a ser seguido. O próprio Deus orgulhava-se dele a ponto de vangloriar das suas qualidades junto dos seus outros filhos. Mas, ao elogiar o comportamento de Jó para Satanás, este retorquiu-lhe que Jó procedia assim porque era privilegiado e sugeriu que Deus lhe retirasse tudo.
Satanás transformou a vida de Jó numa série ininterrupta de provações, suplícios e dores atrozes, originando uma sequência macabra de horrores que tornou esta história do Antigo Testamento, um relato dos mais impressionantes e dramáticos.
Na primeira série de provações, mesmo depois de – num único dia – perder todos os seus 10 filhos, todos os seus servos e todos os seus animais de criação, Jó, apesar da imensa dor, ainda permanece fiel a Deus.
Na segunda série de provações, Satanás infligiu-lhe uma lepra maligna que se espalhou por todo o corpo, da planta dos pés até o alto da cabeça. A mulher de Jó indignou-se a ponto de sugerir que o marido amaldiçoasse logo Deus para assim, quem sabe, morrer de uma vez! Mas Jó continuou firme na sua fé.
Depois disso, Jó recebeu a visita de três amigos – Elifaz, Baldaf e Sofar – que, vendo o seu estado deplorável, permaneceram ao seu lado durante sete dias e sete noites, sem dizer palavra, num gesto solidário pela sua dor. Ao fim deste tempo, Jó começou a questionar a bondade de Deus e sua estranha justiça num discurso em que denuncia a sua desgraça e a situação calamitosa que o aflige.
Segue-se uma amarga e infrutífera discussão acerca das aflições de Jó. Os amigos sustentam que o seu sofrimento é resultado de um pecado pessoal. Jó defende a sua inocência.
Deus responde a Jó com palavras de luz e repreensão. Jó ora pelos seus amigos. A sua prosperidade é restaurada em dobro e vive ainda cento e quarenta anos.

Encontrei aqui.

Imagem daqui: William Blake's Book of Job.
 

 


 


 

Misturar alhos com bugalhos

Significado: Confundir coisas semelhantes mas distintas;

Origem: Alho (do latim alliu) todos sabem o que é. Bugalho é uma excrescência arredondada que aparece nas folhas de certas árvores. Esbugalhar é arrancar os bugalhos, que parecem pequenas esferas. Por analogia, ganhou o sentido de abrir muito os olhos, como se eles fossem saltar das órbitas. A assonância e a rima de alhos com bugalhos motivou a expressão “misturar alhos com bugalhos”.

 

Encontrei aqui.

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De pequenino é que se torce o pepino

Significado: O carácter molda-se e os valores adquirem-se desde tenra idade.

Origem: Os agricultores que cultivam os pepinos precisam de dar a melhor forma a estas plantas. Retiram uns "olhinhos" para que os pepinos se desenvolvam. Se não for feita esta pequena poda, os pepinos não crescem da melhor maneira porque criam uma rama sem valor e adquirem um gosto desagradável.

Assim como é necessário dar a melhor forma aos pepinos, também é necessário moldar as crianças o mais cedo possível.

Encontrei aqui.

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Bicho-de-sete-cabeças

Significado: Grande dificuldade, em regra, imaginária.

Origem: A expressão é curiosa, mas é importante ressaltar que o bicho-de-sete cabeças que deu origem ao termo, é claro, jamais existiu. A sua origem está na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna. Diz a lenda que a hidra era um monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Matar este animal foi uma das doze proezas realizadas por Hércules.
A expressão ficou popularmente conhecida, no entanto, por representar a atitude exagerada de alguém que, diante de uma dificuldade, coloca limites à realização da tarefa, até mesmo por falta de disposição para enfrentá-la.

 

Encontrei aqui.

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Com o rei na barriga

Significado: Ter ares muito importantes.

Origem: A expressão provém do tempo da monarquia em que as rainhas, e mesmo as favoritas reais, quando grávidas do soberano, passavam a ser tratadas com deferência especial, pois iriam aumentar a prole real e, por vezes, dar herdeiros ao trono, mesmo quando bastardos.

 


 

 

 

Vitória de Pirro

Significado: Com esta frase pretende-se traduzir a ideia de uma vitória, um êxito, que, apesar de o ter sido, se torna prejudicial ou acarreta enormes sacrifícios.

Origem: Pirro, rei do Épiro, venceu os Romanos na batalha de Ascubum, 279 a. C. Mas na luta perdeu quase todo o seu exército, sobretudo os oficiais e os guerreiros mais corajosos. Terá, então, declarado: «Com mais vitórias como esta, estarei perdido.»

 

Encontrei aqui.

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Farinha do mesmo saco


Significado:
Ser alguém cujos defeitos são iguais a outrem; ser da mesma laia.

Origem: "Homines sunt ejusdem farinae" esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

 

Encontrei aqui.

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Cair que nem tordos

Significado: Cair em grande quantidade; queda fácil de pessoas, animais ou coisas.

Origem: O significado vem da caça. Os tordos voam em bandos densos e, quando atingidos por um tiro de caçadeira - que dispara muitos chumbos ao mesmo tempo (em "nuvem") - caem em grande quantidade. Com um só tiro, matam-se muitos tordos.

 

Era Uma Vez no Planeta do Respeito por Todos
Texto - Luís Ferrão; Desenhos - Bruno Bengala

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Olho vivo

Significado: Estar atento.

Origem:
Essa expressão teve origem no retorno de Dom João VI, para Portugal, surripiando o ouro do Brasil (em moedas e barras), depositado no Tesouro Nacional e no Banco do Brasil, que ele mesmo fundou, provavelmente com esse fim. Dom João de bobo só tinha o jeito e a fama, e aquele gosto estranho de andar com galetos assados no bolso, segundo alguns historiadores, ou a gozação nacional, para saciar o apetite. Fica provado que o seu apetite era outro.

O povo na despedida da família real, ironizou a safadeza, com estes versinhos: "Olho vivo/ Pé ligeiro./ Vamos a bordo/ Buscar o dinheiro".

Encontrei aqui.

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Pagar o pato

Significado: Fazer papel de tolo, pagando por aquilo que não deve.

Origem: A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (a cavalo) deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste. Quem perdia pagava pelo animal sacrificado, sendo assim passou-se a empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo sem obter um benefício em troca.

 

Encontrei aqui.

 

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Carapau de corrida

Significado: «Carapau de corrida» é uma expressão usada para descrever uma pessoa convencida, alguém que se julga mais esperto do que os outros. Usa-se normalmente com o verbo armar: «Armar-se em carapau de corrida

«Armar-se em carapau de corrida» significa, precisamente, tentar impressionar os outros com manifestações pueris de exibicionismo fácil, e tem como expressões equivalentes, entre outras, «armar-se aos cágados» e «armar-se ao pingarelho».

 

Encontrei aqui.

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A Cascais, uma vez e nunca mais

Significado: Experiência que não se pretende repetir.

Origem:
A história desta frase remonta aos tempos monárquicos em que a praia de Cascais era muito frequentada pela família real. Tornou-se uma praia muito cara e apenas os ricos podiam suportar as exageradas despesas.
O escritor Português José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911) fez o registo da frase famosa no livro Os gatos, em que critica os regabofes havidos no balneário, que "o descaramento e o dinheiro só folgadamente permitem a dúzia e meia".

 

Encontrei aqui.

 

Outra explicação: Há pouco mais de 100 anos atrás e devido aos maus acessos costumava dizer-se que a "Cascais, uma vez e nunca mais".

Encontrei aqui.

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Lavar daí as mãos

Significado: Não se responsabilizar.

Origem: Poncio Pilatos, governador romano na Judeia, cerca de 39 d.C., temendo uma revolta, entregou Jesus Cristo aos juízes religiosos, apesar de saber que Ele não era culpado dos crimes que se lhe imputavam. Para fazer ver aos judeus que lhes deixava a responsabilidade da morte de Jesus Cristo, mandou trazerem-lhe água, e ao lavar as mãos exclamou: "Sou inocente da morte desse homem."

A expressão “daí lavo as minhas mãos”, tem, desde o séc. XIX sido dada como sinónimo de cobardia, ou pelo menos, indiferença.

Encontrei aqui.

Jesus Cristo ante Poncio Pilatos.
 

 


 

Ver passarinho verde

Significado: Estar apaixonado.

Origem: A fisionomia de quem viu é inconfundível: os olhos brilham, cheios de alegria pela novidade. A cor verde significa esperança, notícias boas. O passarinho em questão é um psitacídeo, nome esquisito para uma espécie de periquito verde. Conta uma lenda que alguns românticos rapazes do século passado adestravam o bichinho para que ele levasse no bico uma carta de amor para a namorada. Assim, o casal de apaixonados tinha grandes chances de burlar a vigilância de um paizão ranzinza.

 

Encontrei aqui.

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Para quem é, bacalhau basta


Significado: Para pessoa insignificante serve qualquer coisa.

Origem: Os portugueses foram os primeiros a introduzir o bacalhau na alimentação. Eles descobriram o peixe no século XV e nessa época precisavam de produtos que não fossem perecíveis e que aguentassem as longas viagens de travessia pelo Atlântico que chegavam a durar mais de três meses .

 

Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram eles também que iniciaram a pesca do bacalhau na Terra Nova (Canadá), descoberta em 1497. Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Além do Canadá, a África era outro importante ponto para a pesca do bacalhau.

O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo".

A sua popularidade tornou-o bastante acessível e por este motivo nasceu a expressão "para quem é, bacalhau basta". Actualmente esta situação mudou e um bom bacalhau, sobretudo no período que antecede o Natal, atinge preços elevados.

 

Encontrei aqui.

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Estar com a corda toda

Significado: Estar muito animado para fazer algo.

Origem: Antigamente, os brinquedos que possuíam movimento eram accionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou torcendo um elástico, que ao ser distendido, fazia o brinquedo se mexer. Ambos os mecanismos eram chamados de “corda”. Logo, quando se dava “corda” totalmente num brinquedo, ele movia-se de forma mais agitada e frenética. “Com a corda toda” passou a designar alguém com bastante ânimo, muito agitado para fazer algo.

 

Encontrei aqui.

Imagem daqui.

 


 

 

Manga-de-alpaca

Significado: Funcionário administrativo que usa processos antiquados; designação dada a um funcionário zeloso e rotineiro.

Origem: Expressão derivada das mangas postiças, dos punhos um pouco acima dos cotovelos que outrora usavam os escriturários para poupar o fato.” (Dicionário de Expressões populares Portuguesas; Guilherme Augusto Simões.)

 

Encontrei aqui.

 


 

Vai bugiar

Significado: Afastar-se para não importunar.

Origem: Expressão popular portuguesa que remonta ao séc. XIII, segundo o Dicionário das Origens das Frases Feitas, de Orlando Neves (Lello & Irmãos Editores, Porto):

«No século XIII, Nuno Treez poetava, em poema incluído
no “Cancioneiro Colocci-Brancuti”, hoje “Cancioneiro da Biblioteca Nacional”:

“Em mi tolher meu amigo
filhou comigo perfia,
por end ardera, vos digo,
ante el lume de bogia...”

Aqui, “bogia” é uma simples vela de sebo.


Mas diz Gil Vicente no “Auto da Mofina Mendes”:

“Senhora, não monta mais
semear milho nos rios,
que queremos por sinais
meter coisas divinais
na cabeça dos bugios.”

Aqui, “bugio” significa “macaco”.

Quando o último rei mouro de Granada, Boadbil, perdeu o trono, foi exilado para Bugia, cidade argelina onde, segundo certas informações da época, os espanhóis encontraram grande número de macacos.

Ainda Gil Vicente, no “Auto Pastoril Português”, escreve:

Vai, vai, Joana, bugiar,
não andes com o alpavardo.”

Jorge Ferreira de Vasconcelos, no seu “Ulysippo: “E dirvosei amigo Barbosa, porque saibais onde a bogia tem o rabo, e de que pé me calço.”

Finalmente, Camões no “Auto de El-Rei Seleuco”:

“Haveis isto de acabar.
Coração, hi bugiar.”

Com uma certa insistência, lê-se, em outros textos, que a frase provém do nome de um engenho, o “bugio”, que servia para afincar as estacas e que esteve em uso quando, no tempo de Filipe II, se construiu o forte do Terreiro do Paço. Porque o terreno era alagadiço, os fundamentos tiveram de ser montados sobre estacaria, que seria fincada pelo tal “bogio”.
Tendo, hoje em dia, a expressão um sentido pejorativo, supõe-se que viria desse engenho que, devido ao grande esforço que exigia, era manobrado por gente arregimentada entre os vadios e os criminosos.
Mas como compreender a sua utilização em Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos e Camões, anteriores à construção do forte? Não estará a sua origem mais ligada às momices que os macacos fazem? Aliás, a frase, em séculos idos, parece não ter tido o sentido pejorativo actual. Se não, atente-se no que escreveu o Cavaleiro de Oliveira, em Viena, respondendo à Condessa de N., que lhe perguntara o que era “ir bugiar”:
“O menino manda bugiar o velho, com a mesma liberdade com que o ancião manda bugiar uma criança. Tanto se manda bugiar pela manhã, como à tarde; de dia, como de noite. O cavalheiro tem licença para mandar bugiar o vilão, e o plebeu não tem impedimento para mandar bugiar o fidalgo. O homem manda bugiar algumas mulheres, e uma mulher manda bugiar todos os homens. Quanto aos casados, mandam-se bugiar reciprocamente, e, por causa do grande amor que devem ter entre si, correspondem-se pela maior parte com mui igual tratamento nesta matéria (...). O príncipe quer só para si o privilégio de usar do termo e por essa razão capacitou a V. Senhoria que era obsceno. É próprio, natural, composto, e nas ocasiões necessárias é muito honesto e aprovado. Fie-se V. S. no que lhe digo e creia que são verdadeiros e mui dignos de se imitarem os exemplos que lhe refiro. Para mostrar a V. S. ultimamente que o termo é legítimo, estava para acabar a carta mandando bugiar a V. S.”»

Encontrei aqui.

Imagem daqui.

 


 

 

Deitar a alma pela boca

Significado: Cansar-se a falar; respirar com dificuldade devido ao cansaço.

 

Origem: As ideias de alma e sopro ou corrente de ar expelida dos pulmões, desde os tempos bíblicos, estão em estreita relação.

Foi com um sopro que Deus infundiu a vida ao primeiro homem, conforme a versão de Génesis 2:7.

Deitar a alma pela boca, a partir desta interpretação, passa a sugerir a ideia de perder a vida ou parte da vida, o que normalmente acontece com o cansaço ou sofrimento excessivo.

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Nota: Conheço também a expressão lançar/deitar os bofes pela boca com significado idêntico.

 


 

 

 

Jurar a pés juntos

Significado: Declarar solenemente ser verdade aquilo que se diz.


Origem: A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para nada dizer além da verdade.

 

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Nota: A expressão negar a pés juntos significa obstinar-se e terá, provavelmente, a mesma origem.

 


 

 

 

Favas contadas

Significado: Coisa certa; negócio seguro.

Origem:
Segundo Câmara Cascudo, antigamente, votava-se com as favas brancas e pretas, significando sim ou não. Cada votante colocava o voto, ou seja, a fava, na urna. Depois vinha a apuração pela contagem dos grãos, sendo que quem tivesse o maior número de favas brancas estaria eleito. A expressão “favas contadas” significa a decisão do pleito.

 

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Pagar as favas

Significado: Suportar prejuízo ou responsabilidade.

Origem: Durante séculos, celebrou-se, em Odivelas, a festa do Senhor Santo Cristo, até que no século XVIII, essa imagem desapareceu e passaram a celebrar, até aos dias de hoje, o "Senhor Roubado".
No entanto, o povo não desistiu de encontrar a estátua e souberam um dia que estaria enterrada algures num campo de favas. O povo dirigiu-se em massa para esse faval, apesar da oposição do dono. Decididos a revolver a terra, até encontrarem o objecto da sua devoção, disseram então ao dono do faval: ficas com a terra revolta? e as favas, pagamo-las nós?! Será esta a origem da frase "pagar as favas" que tantas vezes repetimos?

 

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Até vir a mulher da fava-rica

Significado: Poderemos ter de esperar muito tempo, mas vai valer a pena.

Origem: O termo culinário fava-rica designa a «fava seca, que, depois de cozida, é refogada com azeite, alhos e pimenta» (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa). É apreciada por muitas pessoas, pois é base de sopas deliciosas. Assim, as vendedoras são bem recebidas por quem gosta de fava-rica.

 

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Fazer ouvidos de mercador



Significado: Fingir que não ouve.

Origem: Orlando Neves (Dicionário das origens das frases feitas. Porto: Lello & Irmão) atribui à palavra mercador uma corruptela de marcador, nome que se dava ao carrasco que marcava os ladrões com ferro em brasa, indiferente aos seus gritos de dor.
O Diccionario do Moraes, não consigna o termo marcador, pelo menos regista no verbete marcar a seguinte explicação: “Pôr marca, sinal; v.g. marcar o gado com ferro quente; marcar o ladrão na testa;” o que confirma, de alguma forma, a existência da pena cruel e, consequentemente, a daquele que a aplicava.

Assim, pois, o mercador da frase feita é corruptela de marcador, o carrasco sempre surdo às súplicas alheias.

 

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Usar óculos de Penafiel

Significado: Ignorar algo que não está de acordo com os seus interesses.

Origem:
Os habitantes de Penafiel (Portugal) são conhecidos como "albardeiros" porque o fabrico de albardas era uma actividade tradicional naquela cidade.

Por este motivo, os «óculos de Penafiel» correspondem às palas que os burros usam nos olhos de modo a que concentrem a atenção no caminho, visto que os herbívoros têm um largo campo visual lateral e, por isso, dispersam facilmente a atenção.

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Caixa de Pandora

Significado: Pandora é o símbolo da curiosidade feminina, mostrando como esta pode ser funesta, e a expressão "caixa de Pandora" indica todos os males que nos podem afectar numa situação específica.

Origem: Conta Hesíodo (tanto em "Os Trabalhos e os Dias", como n' "A Teogonia") que Zeus se irritou com Prometeu, um titã, por este ter ajudado os homens. Mais precisamente, Zeus escondera o fogo aos homens e Prometeu ardilosamente roubou fogo para dar aos homens. Irado, o pai dos deuses vingou-se: não só puniu Prometeu, acorrentando-o no Cáucaso (onde uma águia ia diariamente comer-lhe o fígado), como também mandou Hefesto fazer uma bela mulher. Depois de fabricada, todos os deuses do Olimpo lhe concederam um dom, daí que ela tivesse sido chamada Pandora (a que recebeu todos os dons).
Então, Zeus ordenou a Hermes que fosse entregar esta bela mulher a Epimeteu, irmão de Prometeu. Cabe aqui abrir um parêntesis para explicar o significado dos nomes destes dois irmãos: Prometeu significa o que vê antecipadamente, o que prevê; por seu turno, Epimeteu significa o que só vê depois. É um pormenor importante, dado que Prometeu advertira uma vez o irmão para que nunca aceitasse um presente de Zeus. Epimeteu, contudo, esqueceu-se e recebeu satisfeito Pandora em sua casa.
Tinha Epimeteu em casa um grande vaso tapado. E avisou Pandora de que nunca o deveria abrir. No entanto, esta, curiosa, aproveitou a ausência de Epimeteu, um dia, e abriu o vaso. Imediatamente todos os males saíram de dentro do vaso e caíram sobre os homens. Pandora fechou o vaso, encerrando lá no fundo a única coisa que não conseguiu sair: a esperança.

 

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Caça às bruxas

Significado: Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, a expressão «caça às bruxas» significa «perseguição sistemática de um governo ou de um partido aos seus adversários políticos».

Origem: A sua origem deve remontar ao período em que era corrente perseguir pessoas por motivos religiosos e políticos, com o pretexto de que praticavam bruxaria, o mesmo é dizer que, alegadamente, tinham pacto com forças demoníacas.

 

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Fechado a sete chaves


Significado: Bem acautelado; bem guardado.

Origem: No século XIII, os reis de Portugal arquivavam jóias e documentos importantes da corte num baú que possuía quatro fechaduras, portanto eram apenas quatro chaves. As chaves eram distribuídas a altos funcionários do reino.
O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico que lhe é atribuído desde a época das religiões primitivas. E começou-se a utilizar o termo “fechado a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.

 

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Ter macaquinhos no sótão

Significado: Ter ilusões; achar que algo muito improvável de acontecer é bastante possível; ser atoleimado; ter ideias fantasistas.

Origem: O sótão é um compartimento esconso, entre o tecto e o último andar de uma casa. Vem do latim subtãnu - "que está debaixo de". Este espaço é ideal para guardar tralhas que já não usamos mas que não temos coragem de deitar fora.
A expressão ter macaquinhos no sótão é usada para referir alguém que tem alguma coisa estranha dentro da cabeça (o sótão).

 

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Sorriso amarelo

Significado: Riso fingido, traiçoeiro, por entre dentes, de despeito, contrafeito, comprometido, falso.

Origem: Como não dispomos de elementos documentais que atestem, concludentemente, a origem da expressão «sorriso amarelo», limitamo-nos a aventar a seguinte possibilidade, consultados alguns dos nossos especialistas mais identificados com estas curiosidades da nossa língua: Os Chineses, que respeitam as tradições culturais, sorriem frequentemente porque essa é uma norma da sua cultura. Para os estrangeiros, nomeadamente os europeus, eles sorriem sempre, mesmo que a contragosto, forçadamente ou de forma fingida (é este o sentido da expressão «sorriso amarelo», também usada na variante «riso amarelo»). Inclusive, em situações em que o sorriso possa disfarçar hostilidade ou desagrado, portanto, com um «(sor)riso fingido». Esta ideia feita é, provavelmente, uma herança dos tempos da ocupação colonial inglesa, ou até mesmo antes, dos primeiros contactos dos portugueses na China – épocas em que prevalecia a há muito ultrapassada associação dos povos orientais à “raça amarela”. «Sorriso de amarelo» – com os “amarelos” (ou seja, os Chineses) vistos pelos ocidentais até como exímios negociadores, capazes de sorrir mesmo em situações de claro desfavorecimento – terá dado, depois, «sorriso amarelo»? Com a mesma (provável) origem temos ainda frases como «perigo amarelo», «paciência de chinês» e «vingança de chinês», por exemplo.

Orlando Neves (in Dicionário de Expressões Correntes, Editorial Notícias, Lisboa) aventa, por seu lado, a seguinte hipótese: «Riso amarelo. Este pobre "amarelo" tem triste fama. Do "amarelo" não se gosta. Vejamos a história da palavra que é a história da própria cor e que, no conjunto, dá o sentido à expressão: "riso fingido, traiçoeiro, por entre dentes, de despeito, contrafeito, comprometido, falso". Essa história começa mal. Provém o vocábulo do latim hispânico 'amarellau', que significa "pálido" e é, por sua vez, o diminutivo do latim 'amaru', ou seja, "amargo, acre, difícil". Talvez em épocas idas se aplicasse aos doentes de icterícia, que ficam amarelos devido a alterações na secreção da bílis ou o humor amargo. Daí por diante, o seu percurso semântico é vário, oposto, duplo, contraditório. A seu favor, teremos a conotação com o Sol, de que se tornou cor emblemática. Por extensão da luz solar, representa a cor atribuída aos deuses e ao poder dos reis, príncipes e imperadores, então, de origem divina. Em muitas pinturas antigas é a tonalidade de fundo, para simbolizar a santidade dos retratados. Na mitologia grega e, depois, na liturgia católica, o amarelo ligava-se ao negro para transmitir significações fúnebres. Na Idade Média era a luz do Inferno, da inveja, do ciúme, da traição e do engano. Por isso se associava, igualmente, ao adultério, rompimento de laços sagrados e divinos do matrimónio, por intervenção luciferiana. Recordemos que, nesses tempos, os hereges e os pestíferos eram compelidos a usar trajes amarelos. No domínio da Inquisição, os condenados à fogueira envergavam o sambenito, hábito em forma de saco, talhado e cosido num tecido de lã felpudo, evidentemente amarelo. Mas na Idade Média torna-se a cor tradicional de Judas, o traidor por excelência. Do pérfido apóstolo passa, logicamente, para a sinalização de todos os judeus, que, em muitos locais, tinham a obrigação de se vestir de amarelo. Já no nosso tempo esta tradição foi retomada pelos nazis, quando impuseram o uso da estrela amarela identificadora. E, nos dias de hoje, não se chamam "amarelos" aos trabalhadores que furam uma greve? De nada valeu à cor uma certa recuperação da imagem quando, em muitos países onde se pratica o ciclismo, a camisola amarela se tornou símbolo do vencedor, do corredor que comanda uma prova, de glória, em resumo. Como também de nada lhe tinha valido Gothe ter escrito: "o amarelo é uma cor alegre, graciosa e terna", embora acrescentando logo de seguida: "mas a mais leve mistura desvirtua-a e torna-a desagradável". Não foi, pois, à representação solar, penetrante e luminosa, que a expressão foi buscar a sua razão de ser, mas, sim, à concepção negativa medieval, judaica.»

 

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Tapar o sol com a peneira

Significado: Fazer um esforço mal sucedido para ocultar uma asneira; negar uma evidência.

Origem: Peneira é "um instrumento circular de madeira com o fundo em trama de metal, seda ou crina, por onde passa a farinha ou outra substância moída" (dos dicionários). Qualquer tentativa de tapar o sol com a peneira é inglória, uma vez que o objecto é permeável à luz. A expressão idiomática terá nascido da constatação dessa evidência?



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Estar com (ter) bichos-carpinteiros


Significado:
Estar irrequieto.

Origem: Segundo Reinaldo Pimenta (A Casa da Mãe Joana, Rio de Janeiro: Editora Campus, vol. I, pág. 40): «O escaravelho é um roedor de madeira e por isso também é conhecido como bicho-carpinteiro. Quando se diz que uma pessoa tem bicho-carpinteiro (não pára quieta), é como se ela estivesse sendo roída por dentro por esse inseto.»


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Ter uma saúde de ferro


Significado:
Gozar de boa saúde.

Origem:
Dado que o ferro (apesar de enferrujar!) tem características de resistência, de dureza, a comparação com uma saúde muito forte deve ter aparecido espontânea e naturalmente.

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Amor platónico

Significado: Amor casto; desprovido de sensualismo; amor ideal, alheio a interesses ou gozos.

Origem: Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender o motivo pelo qual o seu grande mestre se tinha suicidado, ele propõe a existência de dois mundos: um chamado mundo sensível, aquele que percebemos com os cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que só podemos perceber com a inteligência, a mente. O mundo sensível é apenas um reflexo do que há de bom no mundo inteligível. O amor perfeito só existe na mente das pessoas, o amor real (que se toca, se vive) pode ter falhas. Por isso, quem não vive o amor real, fica só na imaginação, vive um amor platónico.

 

Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto. Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de Platão, quando vincula o atributo "platónico" ao sentido de algo existente apenas no plano das ideias. Porque Ideia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana. É a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial.

Disso pode-se concluir que o amor platónico é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta. Ou seja, o amante busca no amado a Ideia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre sua falta e se torna pleno, de modo dialéctico, recíproco. Nem de longe é a noção de amor covarde que nunca se realizará.

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Testa-de-ferro

Significado: Pessoa que figura ostensivamente num negócio ou empresa, em vez do verdadeiro interessado ou responsável.

Origem:
Os dicionários portugueses são omissos no que diz respeito à origem da palavra testa-de-ferro. No entanto, esta palavra existe também em espanhol sob a forma testaferro. Segundo o Diccionario de la Lengua Española, da Real Academia Española, testaferro tem origem italiana.

A designação terá tido origem em Emanuele Filiberto di Savoia, conhecido como Testa di Ferro. Emanuele Filiberto (Chambéry, 8 de Julho de 1528-Turim, 30 de Agosto de 1580) foi conde de Asti, duque de Sabóia, príncipe de Piemonte e conde de Aosta, Moriana e Nizza. Foi ainda rei titular de Chipre e Jerusalém, onde nunca teve qualquer poder, por isso, o seu nome é até hoje usado para designar alguém que é titular de um lugar de liderança sem ter poder efectivo.

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Imagem: Emanuele Filiberto di Savoia.

 


 

 

Enfiar a carapuça (o barrete)

Significado: Assumir a culpa; sentir-se atingido por alusão ou remoque impersonalizado; pregar uma partida; sofrer uma decepção.

Origem:
A carapuça é uma espécie de barrete ou capuz de forma cónica e remonta ao período da Inquisição, em que os condenados eram obrigados a vestir trajes ridículos para comparecer aos julgamentos. Além de usarem uma túnica com o formato de um poncho, precisavam de colocar sobre a cabeça um chapéu longo e pontiagudo, conhecido como carapuça. Daí a expressão "enfiar a carapuça" ou "enfiar o barrete"..

 

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Noiva de Arraiolos

Significado: Alguém que demora demasiado tempo a arranjar-se.

Origem: A lenda que dá origem a esta expressão conta que uma donzela cristã que vivia na vila de Arraiolos teve de esperar muito tempo pelo seu noivo que foi combater os mouros. Passados vários anos, preparou-se novamente o casamento tendo a noiva feito esperar durante longo tempo o noivo. Apareceu então coberta com uma albarda, numa tentativa de recuperar a beleza e juventude de outros tempos.

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De partir o coco

Significado: Diz-se de algo que nos provoca franco riso.

Origem: Esta palavra "coco" é das que mais voltas e dificuldades tem trazido aos etimologistas. João de Barros, na Década III, escreveu, referindo se ao fruto: "Esta casca per onde aquele pomo recebe o nutrimento vegetável, que é pelo pé, tem uma maneira aguda, que quere semelhar o nariz posto entre dous olhos redondos, per onde ele lança os grelos, quando quere nascer; por razão da qual figura, os nossos lhe chamaram coco, nome imposto pelas mulheres a qualquer coisa com que querem fazer medo às crianças, o qual nome assí lhe ficou, que ninguém lhe sabe outro." Por sua vez, Garcia de Orta, no Colóquio XVI, diz: "... e nós, Portugueses, por ter aqueles buracos, lhe pusemos o nome de coquo, porque parece rosto de bugio ou de outro animal". E, em 1502, Tomé Lopes: "Vierão três delles ter comnosco em sua almadia, com hum presente de figos e cocos.". Neste sentido de papão com que se afugentam as crianças comungam Gonçalves Viana, Xavier Fernandes e José Pedro Machado. Opinião diversa teve Cândido de Figueiredo, que supôs "coco" proveniente do latim concha, que teria dado em português conca, ou seja, tigela de madeira, espécie de malga, e também cunca, cunco, ou mesmo conco.
Para efeitos de compreensão da frase parece me que ela estará mais próxima das versões de João de Barros e Garcia de Orta. A abantesma ou papão a que, antes das viagens portuguesas, era dado o nome de "coco" terá sido substituída pelo próprio coco fruto, uma vez que, pela semelhança, desempenharia o mesmo papel de provocar o susto nas crianças. Compreende-se, talvez, a sua alegria quando o coco era partido. A menção de Garcia de Orta ao bugio (macaco) ajuda igualmente à compreensão da frase, se nos lembrarmos que as momices dos macacos despertam, sobretudo nas crianças, alegria e risos.

 

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O pomo da discórdia

Significado: Causa de discussão; motivo principal de uma disputa.

Origem:
A lendária Guerra de Tróia começou numa festa dos deuses do Olimpo: Éris, a deusa da Discórdia, que naturalmente não tinha sido convidada, resolveu acabar com a alegria reinante e lançou por sobre o muro uma linda maçã, toda de ouro, com a inscrição "à mais bela". Como as três deusas mais poderosas: Hera, Afrodite e Atena disputavam o troféu, Zeus passou a espinhosa função de julgar para Páris, filho do rei de Tróia. O príncipe concedeu o título a Afrodite em troca do amor de Helena, casada com o rei de Esparta. A rainha fugiu com Páris para Tróia, os gregos marcharam contra os troianos e a famosa maçã passou a ser conhecida como "o pomo da discórdia" - que hoje indica qualquer coisa que leve as pessoas a brigar entre si.

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Olhos de lince

Significado: Ver muito bem; possuir uma visão apurada; enxergar muito longe.

Origem: Os linces possuem uma audição apurada e uma visão capaz de discernir no escuro o mais pequeno movimento – daí a expressão “olhos de lince”.
Mas há quem afirme que esta expressão nada tem nada a ver com o animal, vem de Linceu, um herói da mitologia grega. Linceu era piloto do barco onde viajavam os Argonautas em busca do Tosão de Ouro. Segundo a lenda, Linceu possuía uma visão tão penetrante que lhe permitia ver o que se passava no Céu e no Inferno. Também teria chegado a contar, ao primeiro olhar e a uma distância de mais de 200 quilómetros, o número de barcos de uma frota de guerra saída de Cartago. Poetas como Horácio e Malherbe cantaram as extraordinárias faculdades de Linceu.

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O canto do cisne

Significado: Últimas realizações de alguém.

Origem: O canto do cisne é uma crença muito antiga, segundo a qual o cisne mudo (a subespécie que vive nos lagos e jardins públicos das cidades) passa toda a vida sem emitir um único som. A excepção é o momento que antecede a sua morte, altura em que canta uma canção extremamente bela, capaz de provocar lágrimas em quem o ouve... O romano Plínio, o Velho, escreveu no ano de 77 d.C. que a crença era falsa, o que atesta a sua antiguidade. Antes, autores como Platão, Eurípedes, Aristóteles, Séneca e Cícero tinham ajudado a espalhar a lenda, escrevendo que o fenómeno acontecia na verdade. Hoje sabe-se que o cisne mudo não é, de facto, mudo, produzindo vários sons ao longo da vida e que não está para cantorias quando morre. Mas a lenda é tão apelativa que ainda há quem a tome por verídica.

 

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Erro crasso

Significado: Erro grosseiro.

Origem:
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.
Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

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Ter para os alfinetes

Significado: Ter dinheiro para viver.

Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»

 

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Do tempo da Maria Cachucha

Significado: Muito antigo.

Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.

 

 

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À grande e à francesa

Significado: Viver com luxo e ostentação.

Origem: Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.

 

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Coisas do arco-da-velha

Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)

Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.

Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).

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Dose para cavalo

Significado: Quantidade excessiva; demasiado.

Origem: Dose para cavalo, dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.

Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.

Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.

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Dar um lamiré

Significado: Sinal para começar alguma coisa.

Origem:Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade.
Historicamente, a expressão «dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).


Nota: Escreve-se lamiré, com o r pronunciado como em caro.

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Memória de elefante

Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.

Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo.



 

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Lágrimas de crocodilo

Significado: Choro fingido.

Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.

 

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Não poder com uma gata pelo rabo


Significado:
Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.

 

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Afogar o ganso

Significado: Relação sexual; masturbação.

Origem: No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os espasmos anais da vítima.

 

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Mal e porcamente

Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.

Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos.

Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou "mal e porcamente", sob protesto suíno.»1

1 in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro)

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Já a formiga tem catarro

Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou inexperientes.

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Fazer tijolo

Significado: Morrer.

Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.

Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse.

O cemitério árabe foi tão amplamente explorado que, de mistura com a excelente terra argilosa, iam também as ossadas para fazer tijolo. Assim, é frequente ouvir-se a expressão popular em frases como esta: 'Daqui a dez anos já eu estou a fazer tijolo'.

in 'Dicionário de Expressões Correntes' ; Orlando Neves

 

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Fila indiana

Significado: enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.

Origem: Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.

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Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.

 


 

 

Embandeirar em arco

Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.

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Cair da tripeça

Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.

Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

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Fazer tábua rasa

 

Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.

Origem: A tabula rasa, no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»

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Ave de mau agouro

Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.

Origem: O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.

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Verdade de La Palisse


Significado: Uma verdade de La Palice (ou lapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.

Origem: O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.
Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:
"O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia."
O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, "momentos antes da sua morte", ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência.
Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.

Nota: Em Portugal, empregam-se as duas grafias: La Palice ou La Palisse.

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Imagem: Château de La Palice, tapisserie.

 


 

 

Ter ouvidos de tísico

Significado: Ouvir muito bem.

Origem: Antes da II Guerra Mundial (l939 a l945), muitos jovens sofriam de uma doença denominada tísica, que corresponde à tuberculose. A forma mais mortífera era a tuberculose pulmonar.

Com o aparecimento dos antibióticos durante a II Guerra Mundial, foi possível combater este doença com muito maior êxito.

As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão «ter ouvidos de tísico» significa, portanto, «ouvir tão bem como aqueles que sofrem de tuberculose pulmonar».

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Comer muito queijo

Significado: Ser esquecido; ter má memória.

Origem: A origem desta expressão portuguesa pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de lacticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória.
A comprovar a existência desta crença existe o excerto da obra do padre Manuel Bernardes "Nova Floresta", relativo aos procedimentos a observar para manter e exercitar a memória: «Há também memória artificial da qual uma parte consiste na abstinência de comeres nocivos a esta faculdade, como são lacticínios, carnes salgadas, frutas verdes, e vinho sem muita moderação: e também o demasiado uso do tabaco».

Sabe-se hoje, através dos conhecimentos provenientes dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Apesar do contributo da ciência para desmistificar uma antiga crença popular, a ideia do queijo como alimento nocivo à memória ficou cristalizada na expressão fixa «comer (muito) queijo».

 

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Acordo leonino

Significado: Um «acordo leonino» é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem.

Origem: «Acordo leonino» é, pois, uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.

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Que massada*!

Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.

Origem:
É uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio colectivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.

Encontrei aqui.

Imagem: queda do templo de Massada.

* Eu escreveria "maçada" de maçar, mas no link estava "massada".

 


 

 

Passar a mão pela cabeça

Significado: perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.

Origem: Costume judaico de abençoar cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.

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Gatos-pingados

Significado: Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância.

 

Origem: Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão "gatos pingados" passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.

 

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Meter uma lança em África

Significado: Conseguir realizar um empreendimento que se afigurava difícil; levar a cabo uma empresa difícil.

Origem: Expressão vulgarizada pelos exploradores europeus, principalmente portugueses, devido às enormes dificuldades encontradas ao penetrar o continente africano. A resistência dos nativos causava aos estranhos e indesejáveis visitantes baixas humanas. Muitas vezes retrocediam face às dificuldades e ao perigo de serem dizimados pelo inimigo que eles mal conheciam e, pior de tudo, conheciam mal o seu terreno. Por isso, todos aqueles que se dispusessem a fazer parte das chamadas "expedições em África", eram considerados destemidos e valorosos militares, dispostos a mostrar a sua coragem, a guerrear enfrentando o incerto, o inimigo desconhecido. Portanto, estavam dispostos a "meter uma lança em África".

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Queimar as pestanas


Significado:Estudar muito.


Origem:
Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a "queimar as pestanas".

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Perder a tramontana

Significado: Perder a calma, o equilíbrio emocional; perder o rumo; desorientar-se; perder o norte.

Origem: Em sentido literal significa perder a estrela polar, em italiano stella tramontana, situada do outro lado dos montes, que guiava os marinheiros antigos nas suas viagens de descobertas. Deixar de ver a tramontana, era sinónimo de desorientação. Para eles tinha mais importância o céu estrelado do que a terra. O sul era uma região desconhecida, imprevista, já o norte tinha como referência no firmamento um ponto luminoso conhecido como estrela polar, uma espécie de farol para os navegantes do Mediterrâneo, sobretudo genoveses e venezianos. Na sua linguagem, ela ficava transmontes, para além dos montes, os Alpes. Perdê-la de vista, era perder a tramontana, perder o norte.

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Sem papas na língua

Significado: Sem rodeios; tal qual; dizer tudo o que se sabe; ser franco.

Origem: A expressão vem da frase castelhana "no tener pepitas em la lengua". Pepitas, diminutivo de papas, são partículas que surgem na língua de algumas galinhas, é uma espécie de tumor que lhes obstrui o cacarejo. Quando não há pepitas ( papas), a língua fica livre, daí é soltar o verbo.

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Andar a toque de caixa

Significado: Fazer qualquer coisa depressa, com tempo limitado e, eventualmente, a mando de alguém, sem vontade própria.

Origem: Termo simplificado de «caixa de rufo» ou «caixa de guerra» — era a designação de tambor, que foi trazido para a Europa pelos Árabes. A caixa é o corpo oco do tambor: a caixa de ressonância. Como os exercícios militares eram acompanhados pelo som de tambores, dizia-se que «os soldados marchavam a toque de caixa

É por isso que hoje se diz que alguém anda «a toque de caixa» quando tem de fazer qualquer coisa depressa, eventualmente a mando de alguém ou à força, mesmo.

Por outro lado, na Idade Média, era costume escorraçar os indesejáveis (ébrios, indolentes, arruaceiros ou ladrões) ao som de tambores — ou seja, «a toque de caixa» — para fora das localidades, expulsando-os da comunidade.
«A toque de caixa» dizia-se, portanto, da situação de alguém que era obrigado a desaparecer, a fugir, de forma rápida e violenta.

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Dar (levar) um puxão de orelhas


Significado:
Repreender.

Origem: A origem desta frase está ligada a antigas tradições populares inspiradas em documentos jurídicos. As Ordenações Afonsinas prescrevem que os ladrões tenham as orelhas cortadas. O grande navegador português Vasco da Gama (1469-1524) relatou o corte de 800 orelhas. Mais tarde, as orelhas deixaram de ser cortadas e passaram apenas a ser puxadas. Por fim, um puxão de orelhas passou a ser apenas metáfora de admoestação.

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Lana caprina


Significado:
Coisa sem importância; bagatela; ninharia.


Origem:
A expressão vem do Latim «lana caprina» (lã de cabra). De facto, a lã de cabra é de qualidade inferior à lã de ovelha, o que propiciou a evolução semântica da expressão.

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Maria vai com as outras

Significado: É a pessoa que não tem opinião, que obedece ao comando dos outros, que se deixa convencer com a maior facilidade.

 

Origem: Dona Maria I, mãe de D. João VI (avó de D. Pedro I e bisavó de D. Pedro II), enlouqueceu de um dia para o outro . Declarada incapaz de governar, foi afastada do trono. Passou a viver recolhida e só era vista quando saía para caminhar a pé, escoltada por numerosas damas de companhia. Quando o povo via a rainha levada pelas damas nesse cortejo, costumava comentar; “Lá vai D. Maria com as outras”.

Na imagem D. Maria I e D. Pedro III.

 


 

 

O fim da picada

Significado: Fim do caminho; obstáculo intransponível.

Origem: Picada é uma faixa limpa de terra, entre o roçado e o mato não roçado, para evitar que o fogo ateado no roçado passe além dele. Neste caso, o fim da picada é um lugar perigoso para quem estiver pondo fogo no roçado, pois o fogo poderá colocá-lo em risco de vida.
Picada é também uma trilha feita por quem ingressa numa mata, geralmente a facão, para facilitar a passagem e para marcar o caminho de regresso. Desaparecida uma pessoa que assim entrou na mata, é relativamente fácil procurá-lo, seguindo a picada. No entanto, se chegarem ao fim da picada sem o encontrar, corre-se um grande risco, pois quem atacou o indivíduo procurado fê-lo naquele local. De contrário, a picada continuaria. E quem está no mesmo lugar onde aconteceu tal ataque corre um risco semelhante.
O fim da picada é o pior que pode existir numa aventura.

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Ver Cuidado com a Língua.

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Dizer cobras e lagartos

Significado: Dizer mal de; amaldiçoar; escarnecer.

Origem: Eugénio Pacheco e Carolina Michaëlis de Vasconcelos acreditavam que cobras, nesta frase feita, é uma forma antiga de coplas; donde dizer cobras significa satirizar ou zombar através de versos de escárnio.
A necessidade de fazer a frase redonda fez juntar-se a cobras, já com o sentido obliterado, a palavra lagartos, criando-se uma expressão simétrica, de quatro mais quatro sílabas.
João Ribeiro acredita, no entanto, que a estrutura desta frase já estava determinada na literatura bíblica, não sendo criada arbitrariamente, como supôs Eugénio Pacheco. Cobras e lagartos corresponde ao texto do salmo XC: "sobre o áspido e basilisco andarás", onde áspido e basilisco corresponde, mais ou menos a cobra e lagartos.
Luís da Câmara Cascudo acredita que a origem da frase esteja na imaginação popular, habituada à velha e feroz animosidade dos dois animais, assistida ao vivo ou narrada nos contos populares. Reuni-los na imagem de agressividade verbal seria conservar os elementos antagónicos como expressão viva de debate e guerra, de inferioridade cruel.
De qualquer maneira, o problema da estrutura métrica existe, assim como a rima aparece noutras expressões entre as que estudamos. No mínimo, ela facilitou a conservação da frase.

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Baptismo de fogo

Significado: Iniciação.

Origem:
Ao condenar os hereges à fogueira, a Inquisição sustentava que não tendo eles sido baptizados com água benta, faziam ali o seu baptismo de fogo. E os que os condenavam ainda garantiam que os réus estavam a fazer um bom negócio ao trocar as labaredas eternas do Inferno por umas chamuscadelas que apenas os levariam desta vida.
A expressão mudou de sentido, no século XIX, quando Napoleão III (1808-1873) a usou para se referir aos que entravam em combate pela primeira vez. Hoje, a expressão refere-se a qualquer situação crítica em que os envolvidos têm de apresentar um bom desempenho.

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Outras:

Expressões e seus significados

CALCANHAR DE AQUILES
De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar o seu filho invencível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte do seu corpo que não tinha protecção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como " calcanhar de Aquiles".

 

VOTO DE MINERVA
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o " voto decisivo".

 

CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Imperial, mais especificamente durante a menoridade de Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam encontrar-se num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase " casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinónimo de lugar em que ninguém manda.

 

VÁ-SE QUEIXAR AO BISPO!
Na época do Brasil colonial, a fertilidade de uma mulher era requisito fundamental para o casamento, afinal, a ordem era povoar as novas terras conquistadas. A Igreja permitia que, antes do casamento, os noivos mantivessem relações sexuais, única maneira do rapaz descobrir se a moça era fértil. E adivinha o que acontecia na maioria das vezes? O noivo fugia depois da relação para não ter que se casar. A jovem, desolada, ia queixar-se ao bispo, que mandava homens para capturar o tal espertinho.

 

CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem duma santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. Assim, colocaram o burro entre as duas paróquias e o animal teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, " conto do vigário" passou a ser sinónimo de falcatrua e malandragem.

 

FICAR A VER NAVIOS
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português recusava-se a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava " a ver navios".

 

NÃO ENTENDO PATAVINA
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, " não entender patavina" significa não entender nada.

 

DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar os aspecto do remédio amargo. A expressão " dourar a pílula" significa melhorar a aparência de algo.

 

CHEGAR DE MÃOS A ABANAR
Há muito tempo, no Brasil, era comum exigir que os imigrantes que chegassem para trabalhar nas terras trouxessem as suas próprias ferramentas. Caso viessem de mãos vazias, era sinal de que não estavam dispostos ao trabalho. Portanto, " chegar de mãos a abanar" é não carregar nada, não querer trabalhar.

 

SEM EIRA NEM BEIRA
Antigamente os telhados possuíam eira e beira, detalhes que conferiam 'status' ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, não tem com que se governar.

 

ABRAÇO DE TAMANDUÁ
Para capturar a sua presa, o tamanduá (ou Urso-formigueiro-gigante) deita-se de barriga para cima e abraça o seu inimigo. O desafecto é então esmagado pela força. Abraço de tamanduá é sinónimo de deslealdade, traição.

 

O CANTO DO CISNE
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão "canto do cisne " representa as últimas realizações de alguém.

 

ESTÔMAGO DE AVESTRUZ
Define aquele que come de tudo. O estômago da avestruz é dotado de um suco gástrico capaz de dissolver até metais.

 

LÁGRIMAS DE CROCODILO
É uma expressão usada para se referir ao choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.

 

MEMÓRIA DE ELEFANTE
O elefante lembra-se de tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo. Diz-se que as pessoas que se recordam de tudo têm " memória de elefante ".

 

OLHOS DE LINCE
Ter "olhos de lince" significa ver ao longe, uma vez que esses animais têm a visão apuradíssima. Os antigos acreditavam que o lince podia ver através das paredes.